segunda-feira, 27 de julho de 2009

Eterno

Por 2 anos amei infinitamente
Por 2 anos fui amada intensamente
Por 2 anos me senti completa
Por 2 anos você me fez feliz
Por 2 anos fiz planos para o futuro
Por 2 anos festejei suas conquistas
Por 2 anos tive apoio quando precisei
Por 2 anos jurei amor eterno
Por 2 anos você me alertou: - O Eterno sempre acaba
Por 2 anos eu não acreditei nisso...

E o Eterno durou 2 anos
Agora eu já sei
O Eterno passa e deixa saudades.

Pôr-do-sol

Prédios, postes, fios
Restos de pipas

Bagunça, barulho, sujeira

Longe do alcance dos nossos olhos
Lá estava ela, tentando aparecer

Sublime...
Serena...
Confortante...

A minha Natureza
Vestida de nuvens bem arredondadas
Como as que desenhávamos na escola

O céu com um azul-rosado incomparável
Que cor é essa?!

É a perfeição da Criação.

Lixo

Uma criança de 4 ou 5 anos
Um lixo aberto
Um pedaço de pizza sujo e frio

Para mim: lixo orgânico
Para ela: suculenta refeição.

Revelação

A janela da minha alma
Não mente...
Não esconde minha solidão

A janela, brilho opaco dos meus olhos,
Revela a tristeza do meu coração.

Eu

Minha carne treme

Minha cabeça quer explodir

Meu coração não sabe o que sentir...
não sente

Minhas palavras não sabem o que dizer...
não dizem

Minhas lágrimas não sabem por quê...
rolam

Minha razão tenta acordar-me...
cochila

Minha vida tenta caminhar...
pára

Minha dor tenta passar...
perdura

Minha garganta quer gritar...
o nó não deixa

Eu não quero saber...
sei

Eu posso mudar...
Ma Eu não deixa.

sábado, 25 de julho de 2009

Um beijo seu

Se você me sorri tão lindamente
Se seus lábios vermelhos me atraem
Se sua voz me chama
Se sua boca me seduz

Como posso não desejar seu beijo?!

Escreverei de vermelho

Escreverei de vermelho por ser mais vivo que o azul
Escreverei de vermelho por precisar de atenção na minha vida
Escreverei de vermelho para não precisar de paixão

Não escrevo de preto por estar cansada de olhar o céu escuro e nunca alcançar as estrelas
Não escrevo de preto por estar sempre caminhando na escuridão
Não escrevo de preto para não atrair a morte


Não escrevo de azul para não morrer antes de alcançar a praia
Não escrevo de azul porque meu céu continua nublado
Não escrevo de azul porque meu sangue é VERMELHO.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Dentro

No incessante hábito de pensar em mim,
Troquei o mundo pelo nada.

Na esperança de me encontrar no vazio
E a partir de mim descobrir o mundo,
Me distanciei das pessoas, dos costumes,
dos sentimentos.

O nada se mostrou bem maior que o mundo
E o vazio engoliu a esperança.

Me perdi dentro de mim.

domingo, 5 de julho de 2009

Fico assim...

Sem entrada
Sem saída
Sem rumo
Sem caminho
Sem direção
Sem voz
Sem lágrima
Sem riso
Sem certeza
Sem razão
Sem atenção
Sem luz
Sem sonho
Sem vontade
Sem Eu

Fico assim PERDIDA.

A pureza da infância

Sinto falta do gostinho de felicidade que a infância tem
Sinto falta do gosto da liberdade, do aconchego da mãe,
do sorriso verdadeiro

Há muito tempo que estou desprotegida.

Falar

Quero escrever e não consigo
Quero livrar-me da tristeza, da alegria
Quero escrever por não poder gritar
Quero escrever por ser mais fácil que falar

Quero falar que gosto de ti
Quero falar que me odeio
Quero matar a saudade de ti
Quero tirar folga de mim.

Mais uma vez perdida

Queria escrever o que me atormenta e me faz mal
Queria escrever para não sentir mais,
para não precisar falar... e chorar

Tentei escrever...
em vão
Senti tudo tão rápido,
minha caneta não pode acompanhar

...

Não consegui falar
Sobrou o choro,
sempre o choro

Tenho medo do desespero tomar conta de mim
Tenho medo...
Sempre o medo.

Caminho

Me sinto perdida
Não reconheço nada
Algo me falta

Caminho no escuro
em silêncio,
sem rumo

Estou de olhos fechados?!
Ou estamos?!