O mundo pesa.
E engorda a cada passo que dou.
Não sei se paro ou se corro e paro.
Enquanto isso, me rastejo.
domingo, 23 de maio de 2010
Corpo caveira
A sujeira esconde a palidez de sua pele
Veste apenas uma camiseta cinza e suja,
se camufla na cidade.
Seus finos braços passam de poltrona em poltrona, estendidos, esperando por alguma coisa
Quem sabe um olhar, uma palavra, um carinho...?!
Os pés descalços estão feridos.
...
Ganhou uma coca-cola
Talvez mate a sede,
no entanto, a fome permanecerá a doer.
Uma a uma as cabeças balançam, de um lado para o outro.
Inclusive a minha.
O braço, já trêmulo, por vezes descansa,
...
volta a esticar-se, talvez por esperança, por teimosia, por vingança, por ódio...
quem sabe?!
Seus olhos vazios estão sempre voltados para baixo,
como em respeito, parecem se desculpar.
Todos inquietos, olham, fingem dormir, balançam a cabeça...
Eu choro sem inundar meus olhos.
Há muito que meu coração deixou de derramar lágrimas.
Em silêncio em meio aos gritos do caos da cidade,
ele as bombeia gota a gota na corrente sangüínea.
Continuamente os meninos entram no vagão, no ônibus, na rua, na praça...
Continuamente eu choro
por eles,
por mim,
por nós...
Continuamente...
escrito em 19/março/09
Veste apenas uma camiseta cinza e suja,
se camufla na cidade.
Seus finos braços passam de poltrona em poltrona, estendidos, esperando por alguma coisa
Quem sabe um olhar, uma palavra, um carinho...?!
Os pés descalços estão feridos.
...
Ganhou uma coca-cola
Talvez mate a sede,
no entanto, a fome permanecerá a doer.
Uma a uma as cabeças balançam, de um lado para o outro.
Inclusive a minha.
O braço, já trêmulo, por vezes descansa,
...
volta a esticar-se, talvez por esperança, por teimosia, por vingança, por ódio...
quem sabe?!
Seus olhos vazios estão sempre voltados para baixo,
como em respeito, parecem se desculpar.
Todos inquietos, olham, fingem dormir, balançam a cabeça...
Eu choro sem inundar meus olhos.
Há muito que meu coração deixou de derramar lágrimas.
Em silêncio em meio aos gritos do caos da cidade,
ele as bombeia gota a gota na corrente sangüínea.
Continuamente os meninos entram no vagão, no ônibus, na rua, na praça...
Continuamente eu choro
por eles,
por mim,
por nós...
Continuamente...
escrito em 19/março/09
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Herdeira
As luzes acessas não capazes de iluminar a solidão.
Talvez o medo seja apenas uma sublimação da verdade...
Entre o vício e a solidão, escolheria herdar o primeiro.
escrito em 25/jan/09
Talvez o medo seja apenas uma sublimação da verdade...
Entre o vício e a solidão, escolheria herdar o primeiro.
escrito em 25/jan/09
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