Sou, na verdade, o Lobo da Estepe,
como me digo tantas vezes
- aquele animal extraviado
que não encontra abrigo nem ar nem alimento
num mundo que lhe é estranho e incompreensível.
Trecho do livro O LOBO DA ESTEPE de Hermann Hesse
domingo, 6 de dezembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
E assim sou, fútil e sensível, capaz de impulsos violentos e absorventes, maus e bons, nobres e vis, mas nunca de um sentimento que subsista, nunca de uma emoção que continue, e entre para a substância da alma. Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra; uma impaciencia da alma consigo mesma, como com uma criança inoportuna; um desassossego sempre crescente e sempre igual. Tudo me interessa e nada me prende. Atendo a tudo sonhando sempre; fixo os minímos gestos faciais de com quem falo, recolho as entoações milimétricas dos seus dizeres expressos; mas ao ouvi-lo, não o escuto, estou pensando noutra coisa, e o que menos colhi da conversa foi a noção do ue nela se disse, da minha parte ou da parte de com quem falei. assim, muitas vezes, repito a alguém o que já lhe repeti, pergunto-lhe de novo aquilo a que ele já me respondeu; mas posso descrever, em quatro palavras fotográficas, o semblante muscular com que ele disse o que me não lembra, ou a inclinação de ouvir com os olhos com que recebeu a narrativa que não me recordava ter-lhe feito. Sou dois, e ambos têm a distância - irmãos siameses que não estão pegados.
Trecho 10 do livro de Ferando Pessoa - Livro do Desassossego
Trecho 10 do livro de Ferando Pessoa - Livro do Desassossego
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
?
o vazio
o cheio transbordando
o escuro
o claro cegando
o alto
o baixo demais
o grito
o silêncio ensurdecedor
a dor intensa
porque as pessoas se suicidam?
o cheio transbordando
o escuro
o claro cegando
o alto
o baixo demais
o grito
o silêncio ensurdecedor
a dor intensa
porque as pessoas se suicidam?
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Você
Sinto a água fria caindo sobre minha cabeça
Sinto a brisa contra mim ao caminhar na praça
Sinto o calor do sol na minha pele
Sinto a dor dos esfarrapados
Sinto a solidão dos andarilhos
Sinto o medo da criança de rua
Sinto o vão entre a lucidez e a loucura dos poetas
Sinto o luto do revolucionário
Sinto a escuridão na tintas dos artistas
Sinto o longe e o perto
Sinto o ontem e o amanhã
Sinto a vida e a morte
Entretanto, não sinto o intocável.
Sinto a brisa contra mim ao caminhar na praça
Sinto o calor do sol na minha pele
Sinto a dor dos esfarrapados
Sinto a solidão dos andarilhos
Sinto o medo da criança de rua
Sinto o vão entre a lucidez e a loucura dos poetas
Sinto o luto do revolucionário
Sinto a escuridão na tintas dos artistas
Sinto o longe e o perto
Sinto o ontem e o amanhã
Sinto a vida e a morte
Entretanto, não sinto o intocável.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
"Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"
Hoje estou muito frágil para aguentar a violência com que o mundo me invade.
...
O senhor sem dente,
a criança que corre nua com a barriga vazia,
a "louca" atravessando a rua por entre os carros...
Vozes, cores, formas e cheiros.
Coisas que hoje não posso agentar.
Ligo o mp3 no último volume, esperando que ele me desligue do mundo.
Meus ouvidos chegam a doer.
Mas o mundo grita mais alto.
Parece querer me destruir.
"Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?"
Barracos, barracas, prédios, calçadas e catracas.
Gente, bicho, Homem e Eu.
"Tem horas que a gente se pergunta por que é que não se junta tudo numa coisa só?"
...
O senhor sem dente,
a criança que corre nua com a barriga vazia,
a "louca" atravessando a rua por entre os carros...
Vozes, cores, formas e cheiros.
Coisas que hoje não posso agentar.
Ligo o mp3 no último volume, esperando que ele me desligue do mundo.
Meus ouvidos chegam a doer.
Mas o mundo grita mais alto.
Parece querer me destruir.
"Como pode um peixe vivo viver fora da água fria?"
Barracos, barracas, prédios, calçadas e catracas.
Gente, bicho, Homem e Eu.
"Tem horas que a gente se pergunta por que é que não se junta tudo numa coisa só?"
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Eterno
Por 2 anos amei infinitamente
Por 2 anos fui amada intensamente
Por 2 anos me senti completa
Por 2 anos você me fez feliz
Por 2 anos fiz planos para o futuro
Por 2 anos festejei suas conquistas
Por 2 anos tive apoio quando precisei
Por 2 anos jurei amor eterno
Por 2 anos você me alertou: - O Eterno sempre acaba
Por 2 anos eu não acreditei nisso...
E o Eterno durou 2 anos
Agora eu já sei
O Eterno passa e deixa saudades.
Por 2 anos fui amada intensamente
Por 2 anos me senti completa
Por 2 anos você me fez feliz
Por 2 anos fiz planos para o futuro
Por 2 anos festejei suas conquistas
Por 2 anos tive apoio quando precisei
Por 2 anos jurei amor eterno
Por 2 anos você me alertou: - O Eterno sempre acaba
Por 2 anos eu não acreditei nisso...
E o Eterno durou 2 anos
Agora eu já sei
O Eterno passa e deixa saudades.
Pôr-do-sol
Prédios, postes, fios
Restos de pipas
Bagunça, barulho, sujeira
Longe do alcance dos nossos olhos
Lá estava ela, tentando aparecer
Sublime...
Serena...
Confortante...
A minha Natureza
Vestida de nuvens bem arredondadas
Como as que desenhávamos na escola
O céu com um azul-rosado incomparável
Que cor é essa?!
É a perfeição da Criação.
Restos de pipas
Bagunça, barulho, sujeira
Longe do alcance dos nossos olhos
Lá estava ela, tentando aparecer
Sublime...
Serena...
Confortante...
A minha Natureza
Vestida de nuvens bem arredondadas
Como as que desenhávamos na escola
O céu com um azul-rosado incomparável
Que cor é essa?!
É a perfeição da Criação.
Lixo
Uma criança de 4 ou 5 anos
Um lixo aberto
Um pedaço de pizza sujo e frio
Para mim: lixo orgânico
Para ela: suculenta refeição.
Um lixo aberto
Um pedaço de pizza sujo e frio
Para mim: lixo orgânico
Para ela: suculenta refeição.
Revelação
A janela da minha alma
Não mente...
Não esconde minha solidão
A janela, brilho opaco dos meus olhos,
Revela a tristeza do meu coração.
Não mente...
Não esconde minha solidão
A janela, brilho opaco dos meus olhos,
Revela a tristeza do meu coração.
Eu
Minha carne treme
Minha cabeça quer explodir
Meu coração não sabe o que sentir...
não sente
Minhas palavras não sabem o que dizer...
não dizem
Minhas lágrimas não sabem por quê...
rolam
Minha razão tenta acordar-me...
cochila
Minha vida tenta caminhar...
pára
Minha dor tenta passar...
perdura
Minha garganta quer gritar...
o nó não deixa
Eu não quero saber...
sei
Eu posso mudar...
Ma Eu não deixa.
Minha cabeça quer explodir
Meu coração não sabe o que sentir...
não sente
Minhas palavras não sabem o que dizer...
não dizem
Minhas lágrimas não sabem por quê...
rolam
Minha razão tenta acordar-me...
cochila
Minha vida tenta caminhar...
pára
Minha dor tenta passar...
perdura
Minha garganta quer gritar...
o nó não deixa
Eu não quero saber...
sei
Eu posso mudar...
Ma Eu não deixa.
sábado, 25 de julho de 2009
Um beijo seu
Se você me sorri tão lindamente
Se seus lábios vermelhos me atraem
Se sua voz me chama
Se sua boca me seduz
Como posso não desejar seu beijo?!
Se seus lábios vermelhos me atraem
Se sua voz me chama
Se sua boca me seduz
Como posso não desejar seu beijo?!
Escreverei de vermelho
Escreverei de vermelho por ser mais vivo que o azul
Escreverei de vermelho por precisar de atenção na minha vida
Escreverei de vermelho para não precisar de paixão
Não escrevo de preto por estar cansada de olhar o céu escuro e nunca alcançar as estrelas
Não escrevo de preto por estar sempre caminhando na escuridão
Não escrevo de preto para não atrair a morte
Não escrevo de azul para não morrer antes de alcançar a praia
Não escrevo de azul porque meu céu continua nublado
Não escrevo de azul porque meu sangue é VERMELHO.
Escreverei de vermelho por precisar de atenção na minha vida
Escreverei de vermelho para não precisar de paixão
Não escrevo de preto por estar cansada de olhar o céu escuro e nunca alcançar as estrelas
Não escrevo de preto por estar sempre caminhando na escuridão
Não escrevo de preto para não atrair a morte
Não escrevo de azul para não morrer antes de alcançar a praia
Não escrevo de azul porque meu céu continua nublado
Não escrevo de azul porque meu sangue é VERMELHO.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Dentro
No incessante hábito de pensar em mim,
Troquei o mundo pelo nada.
Na esperança de me encontrar no vazio
E a partir de mim descobrir o mundo,
Me distanciei das pessoas, dos costumes,
dos sentimentos.
O nada se mostrou bem maior que o mundo
E o vazio engoliu a esperança.
Me perdi dentro de mim.
Troquei o mundo pelo nada.
Na esperança de me encontrar no vazio
E a partir de mim descobrir o mundo,
Me distanciei das pessoas, dos costumes,
dos sentimentos.
O nada se mostrou bem maior que o mundo
E o vazio engoliu a esperança.
Me perdi dentro de mim.
domingo, 5 de julho de 2009
Fico assim...
Sem entrada
Sem saída
Sem rumo
Sem caminho
Sem direção
Sem voz
Sem lágrima
Sem riso
Sem certeza
Sem razão
Sem atenção
Sem luz
Sem sonho
Sem vontade
Sem Eu
Fico assim PERDIDA.
Sem saída
Sem rumo
Sem caminho
Sem direção
Sem voz
Sem lágrima
Sem riso
Sem certeza
Sem razão
Sem atenção
Sem luz
Sem sonho
Sem vontade
Sem Eu
Fico assim PERDIDA.
A pureza da infância
Sinto falta do gostinho de felicidade que a infância tem
Sinto falta do gosto da liberdade, do aconchego da mãe,
do sorriso verdadeiro
Há muito tempo que estou desprotegida.
Sinto falta do gosto da liberdade, do aconchego da mãe,
do sorriso verdadeiro
Há muito tempo que estou desprotegida.
Falar
Quero escrever e não consigo
Quero livrar-me da tristeza, da alegria
Quero escrever por não poder gritar
Quero escrever por ser mais fácil que falar
Quero falar que gosto de ti
Quero falar que me odeio
Quero matar a saudade de ti
Quero tirar folga de mim.
Quero livrar-me da tristeza, da alegria
Quero escrever por não poder gritar
Quero escrever por ser mais fácil que falar
Quero falar que gosto de ti
Quero falar que me odeio
Quero matar a saudade de ti
Quero tirar folga de mim.
Mais uma vez perdida
Queria escrever o que me atormenta e me faz mal
Queria escrever para não sentir mais,
para não precisar falar... e chorar
Tentei escrever...
em vão
Senti tudo tão rápido,
minha caneta não pode acompanhar
...
Não consegui falar
Sobrou o choro,
sempre o choro
Tenho medo do desespero tomar conta de mim
Tenho medo...
Sempre o medo.
Queria escrever para não sentir mais,
para não precisar falar... e chorar
Tentei escrever...
em vão
Senti tudo tão rápido,
minha caneta não pode acompanhar
...
Não consegui falar
Sobrou o choro,
sempre o choro
Tenho medo do desespero tomar conta de mim
Tenho medo...
Sempre o medo.
Caminho
Me sinto perdida
Não reconheço nada
Algo me falta
Caminho no escuro
em silêncio,
sem rumo
Estou de olhos fechados?!
Ou estamos?!
Não reconheço nada
Algo me falta
Caminho no escuro
em silêncio,
sem rumo
Estou de olhos fechados?!
Ou estamos?!
domingo, 10 de maio de 2009
Receita de Poesia
Ingredientes:
junte algumas letras
agrupe em palavras
forme umas frases
com uma pitada de sentimento
coloque-as uma sob a outra
com duas palavras, dê um título
Preparo:
os símbolos revelam o "eu" verdadeiro
a máscara fica sem função
o coração escapa pelas mãos
sentimentos são libertados
segredos são revelados
e o poeta fica vulnerável.
junte algumas letras
agrupe em palavras
forme umas frases
com uma pitada de sentimento
coloque-as uma sob a outra
com duas palavras, dê um título
Preparo:
os símbolos revelam o "eu" verdadeiro
a máscara fica sem função
o coração escapa pelas mãos
sentimentos são libertados
segredos são revelados
e o poeta fica vulnerável.
No Limiar da Loucura
Quando o chão desaparece,
é difícil sustentar-se no vazio
Quando a luz se apaga,
é difícil desviar de obstáculos e enxergar saídas
Quando está sem chão,
sem luz e sozinho,
é impossível fugir da insanidade.
é difícil sustentar-se no vazio
Quando a luz se apaga,
é difícil desviar de obstáculos e enxergar saídas
Quando está sem chão,
sem luz e sozinho,
é impossível fugir da insanidade.
Estranha
Eu tenho medo
medo ...
de viver
de não viver
deles
de mim
de ser eu
de não ser
Assim vivo a vida de outra
No corpo de outra.
medo ...
de viver
de não viver
deles
de mim
de ser eu
de não ser
Assim vivo a vida de outra
No corpo de outra.
como Pessoa
Hoje resolvi que serei muitas
Para não precisar ser eu
Que dia é hoje?
Hoje.
(hoje é o dia que eu precisar ser eu)
Para não precisar ser eu
Que dia é hoje?
Hoje.
(hoje é o dia que eu precisar ser eu)
O Menino
Corpo caveira
A sujeira esconde a palidez de sua pele
Veste apenas uma camisa cinza,
suja como a cidade.
Seus braços finos passam de poltrona em poltrona estendidos,
Esperando por alguma coisa.
Até mesmo um olhar.
Os pés descalços estão feridos.
Ganhou uma coca-cola.
Uma a uma as cabeças balançam de um lado para o outro.
Inclusive a minha.
O braço continua esticado.
Um pouco tremulo.
Às vezes baixa e descansa.
Seus olhos apontam cada um para uma direção,
O que aumenta o desconforto dos passageiros.
Sua presença deixa todos inquietos.
Uns olham, outros fingem dormir, outros balançam a cabeça...
Eu choro sem que percebam.
Há muito que meu coração deixou de derramar lágrimas,
Ele as bombeia gota a gota, na minha corrente sangüínea.
Continuamente os meninos entram no vagão, no ônibus, na rua, na praça...
Continuamente eu choro.
Por eles,
Por mim,
Por nós...
Continuamente...
A sujeira esconde a palidez de sua pele
Veste apenas uma camisa cinza,
suja como a cidade.
Seus braços finos passam de poltrona em poltrona estendidos,
Esperando por alguma coisa.
Até mesmo um olhar.
Os pés descalços estão feridos.
Ganhou uma coca-cola.
Uma a uma as cabeças balançam de um lado para o outro.
Inclusive a minha.
O braço continua esticado.
Um pouco tremulo.
Às vezes baixa e descansa.
Seus olhos apontam cada um para uma direção,
O que aumenta o desconforto dos passageiros.
Sua presença deixa todos inquietos.
Uns olham, outros fingem dormir, outros balançam a cabeça...
Eu choro sem que percebam.
Há muito que meu coração deixou de derramar lágrimas,
Ele as bombeia gota a gota, na minha corrente sangüínea.
Continuamente os meninos entram no vagão, no ônibus, na rua, na praça...
Continuamente eu choro.
Por eles,
Por mim,
Por nós...
Continuamente...
Despejo
Ouço o som da vida lá fora
O som de portas,
de passos...
às vezes vozes
Os carros não param
Lá tudo em movimento
Aqui tudo estático, sem som, sem vida
Mas dentro uma metrópole inteira grita
Por medo, angústia, coragem, felicidade,
Dor, espanto, atenção...
desassossego
Como pode a cidade toda caber em mim,
Tão pequena?
Cada rosto, frase, som, cor, sorriso...
Tudo em mim
Não tenho mais espaço para viver
Preciso despejar o mundo.
O som de portas,
de passos...
às vezes vozes
Os carros não param
Lá tudo em movimento
Aqui tudo estático, sem som, sem vida
Mas dentro uma metrópole inteira grita
Por medo, angústia, coragem, felicidade,
Dor, espanto, atenção...
desassossego
Como pode a cidade toda caber em mim,
Tão pequena?
Cada rosto, frase, som, cor, sorriso...
Tudo em mim
Não tenho mais espaço para viver
Preciso despejar o mundo.
Carroceiro
Carroça
Papelão
Alumínio
Cobre
Plástico
Fome
Frio
Angústia
Tristeza
Medo
Injustiça
Indiferença
Desrespeito
Humilhação
Solidão
Vida Morta.
Papelão
Alumínio
Cobre
Plástico
Fome
Frio
Angústia
Tristeza
Medo
Injustiça
Indiferença
Desrespeito
Humilhação
Solidão
Vida Morta.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Vida Morta
Sou os livros ainda embrulhados na estante
Sou os cd’s empoeirados na prateleira
Sou os filmes que me impregnaram
Sou os infinitos pensamentos...
...cores e sons que escorrem incessantemente pelos meus poros
Sou todos os pecados e desvirtudes que menosprezo
Sou a intolerância,
a arrogância e o egoísmo que escondo do mundo e de mim
Sou o medo do barulho e do silêncio
Sou o medo da companhia e da solidão
Sou o medo do mundo e do não-mundo
Sou a impaciência e a incerteza de um futuro
Sou a poeta, a pintora,
a pensadora que teme ser grande
Sou a lágrima atrás do riso
Sou a incapacidade de ser...
Sou os cd’s empoeirados na prateleira
Sou os filmes que me impregnaram
Sou os infinitos pensamentos...
...cores e sons que escorrem incessantemente pelos meus poros
Sou todos os pecados e desvirtudes que menosprezo
Sou a intolerância,
a arrogância e o egoísmo que escondo do mundo e de mim
Sou o medo do barulho e do silêncio
Sou o medo da companhia e da solidão
Sou o medo do mundo e do não-mundo
Sou a impaciência e a incerteza de um futuro
Sou a poeta, a pintora,
a pensadora que teme ser grande
Sou a lágrima atrás do riso
Sou a incapacidade de ser...
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