Sinto a água fria caindo sobre minha cabeça
Sinto a brisa contra mim ao caminhar na praça
Sinto o calor do sol na minha pele
Sinto a dor dos esfarrapados
Sinto a solidão dos andarilhos
Sinto o medo da criança de rua
Sinto o vão entre a lucidez e a loucura dos poetas
Sinto o luto do revolucionário
Sinto a escuridão na tintas dos artistas
Sinto o longe e o perto
Sinto o ontem e o amanhã
Sinto a vida e a morte
Entretanto, não sinto o intocável.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
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"Sinto o medo da criança de rua"
ResponderExcluirO sentido dúbio da frase é intencional?
Porque podemos temer os desesperados pelos quais somos à favor, afinal, o desespero é algo que provoca reações desorganizadas.
Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
Atenágoras Souza Silva.