sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Você

Sinto a água fria caindo sobre minha cabeça
Sinto a brisa contra mim ao caminhar na praça
Sinto o calor do sol na minha pele


Sinto a dor dos esfarrapados
Sinto a solidão dos andarilhos
Sinto o medo da criança de rua

Sinto o vão entre a lucidez e a loucura dos poetas
Sinto o luto do revolucionário
Sinto a escuridão na tintas dos artistas

Sinto o longe e o perto
Sinto o ontem e o amanhã
Sinto a vida e a morte

Entretanto, não sinto o intocável.

Um comentário:

  1. Atenágoras Souza Silva17 de fevereiro de 2010 às 23:10

    "Sinto o medo da criança de rua"

    O sentido dúbio da frase é intencional?
    Porque podemos temer os desesperados pelos quais somos à favor, afinal, o desespero é algo que provoca reações desorganizadas.

    Um grande abraço do fundo do meu coração vermelho de outubro de 1917,
    Atenágoras Souza Silva.

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