Ingredientes:
junte algumas letras
agrupe em palavras
forme umas frases
com uma pitada de sentimento
coloque-as uma sob a outra
com duas palavras, dê um título
Preparo:
os símbolos revelam o "eu" verdadeiro
a máscara fica sem função
o coração escapa pelas mãos
sentimentos são libertados
segredos são revelados
e o poeta fica vulnerável.
domingo, 10 de maio de 2009
No Limiar da Loucura
Quando o chão desaparece,
é difícil sustentar-se no vazio
Quando a luz se apaga,
é difícil desviar de obstáculos e enxergar saídas
Quando está sem chão,
sem luz e sozinho,
é impossível fugir da insanidade.
é difícil sustentar-se no vazio
Quando a luz se apaga,
é difícil desviar de obstáculos e enxergar saídas
Quando está sem chão,
sem luz e sozinho,
é impossível fugir da insanidade.
Estranha
Eu tenho medo
medo ...
de viver
de não viver
deles
de mim
de ser eu
de não ser
Assim vivo a vida de outra
No corpo de outra.
medo ...
de viver
de não viver
deles
de mim
de ser eu
de não ser
Assim vivo a vida de outra
No corpo de outra.
como Pessoa
Hoje resolvi que serei muitas
Para não precisar ser eu
Que dia é hoje?
Hoje.
(hoje é o dia que eu precisar ser eu)
Para não precisar ser eu
Que dia é hoje?
Hoje.
(hoje é o dia que eu precisar ser eu)
O Menino
Corpo caveira
A sujeira esconde a palidez de sua pele
Veste apenas uma camisa cinza,
suja como a cidade.
Seus braços finos passam de poltrona em poltrona estendidos,
Esperando por alguma coisa.
Até mesmo um olhar.
Os pés descalços estão feridos.
Ganhou uma coca-cola.
Uma a uma as cabeças balançam de um lado para o outro.
Inclusive a minha.
O braço continua esticado.
Um pouco tremulo.
Às vezes baixa e descansa.
Seus olhos apontam cada um para uma direção,
O que aumenta o desconforto dos passageiros.
Sua presença deixa todos inquietos.
Uns olham, outros fingem dormir, outros balançam a cabeça...
Eu choro sem que percebam.
Há muito que meu coração deixou de derramar lágrimas,
Ele as bombeia gota a gota, na minha corrente sangüínea.
Continuamente os meninos entram no vagão, no ônibus, na rua, na praça...
Continuamente eu choro.
Por eles,
Por mim,
Por nós...
Continuamente...
A sujeira esconde a palidez de sua pele
Veste apenas uma camisa cinza,
suja como a cidade.
Seus braços finos passam de poltrona em poltrona estendidos,
Esperando por alguma coisa.
Até mesmo um olhar.
Os pés descalços estão feridos.
Ganhou uma coca-cola.
Uma a uma as cabeças balançam de um lado para o outro.
Inclusive a minha.
O braço continua esticado.
Um pouco tremulo.
Às vezes baixa e descansa.
Seus olhos apontam cada um para uma direção,
O que aumenta o desconforto dos passageiros.
Sua presença deixa todos inquietos.
Uns olham, outros fingem dormir, outros balançam a cabeça...
Eu choro sem que percebam.
Há muito que meu coração deixou de derramar lágrimas,
Ele as bombeia gota a gota, na minha corrente sangüínea.
Continuamente os meninos entram no vagão, no ônibus, na rua, na praça...
Continuamente eu choro.
Por eles,
Por mim,
Por nós...
Continuamente...
Despejo
Ouço o som da vida lá fora
O som de portas,
de passos...
às vezes vozes
Os carros não param
Lá tudo em movimento
Aqui tudo estático, sem som, sem vida
Mas dentro uma metrópole inteira grita
Por medo, angústia, coragem, felicidade,
Dor, espanto, atenção...
desassossego
Como pode a cidade toda caber em mim,
Tão pequena?
Cada rosto, frase, som, cor, sorriso...
Tudo em mim
Não tenho mais espaço para viver
Preciso despejar o mundo.
O som de portas,
de passos...
às vezes vozes
Os carros não param
Lá tudo em movimento
Aqui tudo estático, sem som, sem vida
Mas dentro uma metrópole inteira grita
Por medo, angústia, coragem, felicidade,
Dor, espanto, atenção...
desassossego
Como pode a cidade toda caber em mim,
Tão pequena?
Cada rosto, frase, som, cor, sorriso...
Tudo em mim
Não tenho mais espaço para viver
Preciso despejar o mundo.
Carroceiro
Carroça
Papelão
Alumínio
Cobre
Plástico
Fome
Frio
Angústia
Tristeza
Medo
Injustiça
Indiferença
Desrespeito
Humilhação
Solidão
Vida Morta.
Papelão
Alumínio
Cobre
Plástico
Fome
Frio
Angústia
Tristeza
Medo
Injustiça
Indiferença
Desrespeito
Humilhação
Solidão
Vida Morta.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Vida Morta
Sou os livros ainda embrulhados na estante
Sou os cd’s empoeirados na prateleira
Sou os filmes que me impregnaram
Sou os infinitos pensamentos...
...cores e sons que escorrem incessantemente pelos meus poros
Sou todos os pecados e desvirtudes que menosprezo
Sou a intolerância,
a arrogância e o egoísmo que escondo do mundo e de mim
Sou o medo do barulho e do silêncio
Sou o medo da companhia e da solidão
Sou o medo do mundo e do não-mundo
Sou a impaciência e a incerteza de um futuro
Sou a poeta, a pintora,
a pensadora que teme ser grande
Sou a lágrima atrás do riso
Sou a incapacidade de ser...
Sou os cd’s empoeirados na prateleira
Sou os filmes que me impregnaram
Sou os infinitos pensamentos...
...cores e sons que escorrem incessantemente pelos meus poros
Sou todos os pecados e desvirtudes que menosprezo
Sou a intolerância,
a arrogância e o egoísmo que escondo do mundo e de mim
Sou o medo do barulho e do silêncio
Sou o medo da companhia e da solidão
Sou o medo do mundo e do não-mundo
Sou a impaciência e a incerteza de um futuro
Sou a poeta, a pintora,
a pensadora que teme ser grande
Sou a lágrima atrás do riso
Sou a incapacidade de ser...
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