sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Eita vidinha de merda!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quando o sono não chega

Neste quarto de fogo solitário
No telhado um letreiro esfumaçado
Candieiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário
O cinzeiro esperando comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade

TÔ FUMANDO O CIGARRO DA SAUDADE
E A FUMAÇA ESCREVENDO O NOME DELA.

Cordel do Fogo Encantado

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tudo na vida trata-se de amor.

A questão é: você sabe amar?

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Nada bem...

"Chatterton Suicidou
Kurt Cobain Suicidou
Getúlio Vargas Suicidou
Nietzsche enlouqueceu 
E... eu não vou nada bem"
Ana e Jorge 
Não vou nada bem...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pierrot

"O Pierrot apaixonado chora pelo amor da Colombina
  e na esquina se mata a beber pra esquecer, pra esquecer
 E o Pierrot só queria amar
 e dar um basta nessa dor já sem fim. "

Marcelo Camelo

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sábias palavras

"FODA-SE O AMOR."
"Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas."

Carlos Drummond

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

FP - Ricardo Reis

Agosto (Composição: Max de Castro)

Quando será que eu vou encontrar
Paz pro meu coração
Se eu não enlouquecer de amor, eu vou ver minha vida acabar
E pensar em você é alívio
Arrasa solidão
E logo torna-se um precipício, pesadelo que vaga pelo ar
As coisas que eu penso e que ninguém quer entender
As coisas que eu faço e que ninguém deseja ver
É por essas e por outras que eu preciso de você
Só você sabe como e porque
Queria chegar e te abraçar
E pelo coração te amarrar
Em vez de te ligar, eu iria te beijar e todos os meus sonhos iriam acordar
Quando será que eu vou encontrar
Paz pro meu coração
Se eu não enlouquecer de amor, eu vou ver minha vida acabar
As coisas que eu penso e que ninguém quer entender
As coisas que eu faço e que ninguém deseja ver
É por essas e por outras que eu preciso de você
Só você sabe como e porque
Queria chegar e te abraçar
E pelo coração te amarrar
Em vez de te ligar, eu iria te beijar e todos os meus sonhos iriam acordar

É

. . .

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

136

"O peso de sentir! O peso de ter que sentir!"

FP- Bernardo Soares

Vincent van Gogh

1890

Inspiração

É na perdição que o artista produz sua beleza.

Já eu,

tenho produzido exclusivamente o veneno que dilacera minha alma.

O socorro é negado

e a existência perdura na ânsia de um fim.

F5

F5 F5 F5 F5 F5 F5 F5 . . .

domingo, 28 de novembro de 2010

80. Intervalo doloroso

Entre mim e a vida há um vidro ténue. Por mais nitidamente que eu veja e compreenda a vida, não lhe posso tocar [...] minha vida é como se me batessem com ela.

FP - Bernardo Soares

sábado, 27 de novembro de 2010

Alice

a toca parece nao ter fim...

sábado, 13 de novembro de 2010

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Álcool

noite após noite em seus braços...

domingo, 7 de novembro de 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

Os sonhos são ilusões que nos movem. Morpheu, peça a seu pai que conceda sono longo a essa mulher que vos clama.

domingo, 17 de outubro de 2010

Saia

Entre um gole e outro.

Entre uma aula e outra.

Entre um seriado e outro.

Entre uma tragada e outra.

Segue a vida sem ser de fato...

... sempre o vácuo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fugindo

Sempre estive ausente de onde estava presente.

Em fuga.

Sempre.

?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A casca

o
oco
vem
corroendo
...
tanto, tanto
que
ela
começa
a
ruir-se...
.
.
.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Os Trilhos

Ultrapassada a linha amarela

Apenas mais um passo

E ...


O passo seguinte foi novamente uma lágrima.

terça-feira, 27 de julho de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sonhar o real

"...sonhar vale a pena..."

E como distinguir o sonho do real?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Poema de Roberto Piva

Dêem-me um anestésico. A vida dói e arde.
Não sei controlar meus impulsos demoníacos.
Não acredito em forças de outro mundo.
Sou eu, meus versos e o perigo das frações.

Arranco minhas víceras poéticas do ostracismo.
Trezentos dias e cinqüenta noites marianas.
O caracol de meus cabelos caídos no chão de espelhos.
O sangue e os olhos transformados em areia cinza.

A árvore sem galhos escondem os meninos saltimbancos.
Foi-se o tempo em que se acreditava nas histórias ditas.
Sempre começo pelo meio e jamais olho para os lados,
enquanto rio e sufoco meu próprio rosto turvo.

Minha maquiagem, os primeiros tombos das gaivotas.
Atiro farpas e pragas para antigos e mórbidos desejos.
A torre delirante de um neocórtex em latência,
ou o pedúnculo, ou o miocárdio, ou o octocentésimo.

Quatro poemas nos espaços angustiados do processo.
Sou eu? Sou ateu? De que me valem as respostas?!
As idéias me levam ao eterno estado de castidade
entrelaçado neste puro estado de sonho e malogro.

domingo, 11 de julho de 2010

Boa parte de mim foi construída a partir de histórias que nao eram minhas, eram apenas filmes...

O que eles me diziam era apenas ficção...

Será?

sábado, 10 de julho de 2010

Meus demônios reproduzem-se a cada segundo da minha vida...

Uma noite qualquer

Mais uma noite eu e os livros,

eu e os filmes,

eu e as músicas.


Só hoje percebi que eles não são vivos...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Sim Chico

"Jesus Cristo ainda me paga
Um dia ainda me explica
Como é que pôs no mundo
Essa pobre titica..."

domingo, 27 de junho de 2010

Lágrimas de um lado e de outro.

O que estou fazendo?

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O sono

Anjo é ali que os trens dormem?
É!

domingo, 23 de maio de 2010

Querido Marvin

O mundo pesa.

E engorda a cada passo que dou.

Não sei se paro ou se corro e paro.

Enquanto isso, me rastejo.

Corpo caveira

A sujeira esconde a palidez de sua pele
Veste apenas uma camiseta cinza e suja,
se camufla na cidade.

Seus finos braços passam de poltrona em poltrona, estendidos, esperando por alguma coisa
Quem sabe um olhar, uma palavra, um carinho...?!

Os pés descalços estão feridos.
...

Ganhou uma coca-cola
Talvez mate a sede,
no entanto, a fome permanecerá a doer.

Uma a uma as cabeças balançam, de um lado para o outro.
Inclusive a minha.

O braço, já trêmulo, por vezes descansa,
...
volta a esticar-se, talvez por esperança, por teimosia, por vingança, por ódio...
quem sabe?!

Seus olhos vazios estão sempre voltados para baixo,
como em respeito, parecem se desculpar.

Todos inquietos, olham, fingem dormir, balançam a cabeça...

Eu choro sem inundar meus olhos.
Há muito que meu coração deixou de derramar lágrimas.
Em silêncio em meio aos gritos do caos da cidade,
ele as bombeia gota a gota na corrente sangüínea.


Continuamente os meninos entram no vagão, no ônibus, na rua, na praça...

Continuamente eu choro
por eles,
por mim,
por nós...

Continuamente...

escrito em 19/março/09

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Tenho Me encontrado no Desassossego,
no Medo...

No Desassossego de Soares.
ou no de Pessoa?

No Medo de Lenine e Venegas?

Acho que são Meus.

...
Ou são Dela?

Como Posso reconhecer-Me em Alguém que se esconde em Outros?

Como Posso encontrar-Me em um Perdido?

...

Como?



escrito em 22/março/09

Herdeira

As luzes acessas não capazes de iluminar a solidão.

Talvez o medo seja apenas uma sublimação da verdade...

Entre o vício e a solidão, escolheria herdar o primeiro.




escrito em 25/jan/09

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desorem da minha natureza. Descobri que não sou disciplinado por virtude; que pareço generoso para encobrir minha mesquinhez, que me faço passar por prudente quando na verdade sou desconfiado e sempre penso o pior, que sou conciliador para não sucumbir às minhas cóleras reprimidas, que só sou pontual para que ninguém saiba como pouco me importa o tempo alheio..."


Trecho do livro MEMÓRIAS DE MINHAS PUTAS TRISTES DE Gabriel Garcia Márquez
"Queria apenas tentar viver aquilo que brotava espontaneamente de mim. Por que isso me era tão difícil?"


Trecho do livro DEMIAN de Hermann Hesse

Sr Freud

Sinto minha pulsão de vida se esvair gota a gota por meus poros.

Diga-me Sr. Freud: o que me espera?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Lágrimas

Hoje choro nao pela quantidade de alcool que ingeri, mas sim pela angústia que é viver nesse mundo esmagadoramente desigual...