quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Quando o sono não chega

Neste quarto de fogo solitário
No telhado um letreiro esfumaçado
Candieiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário
O cinzeiro esperando comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade

TÔ FUMANDO O CIGARRO DA SAUDADE
E A FUMAÇA ESCREVENDO O NOME DELA.

Cordel do Fogo Encantado

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