sábado, 22 de setembro de 2012

Ontem o rancor do meu peito vazio me levou ao desespero. Precisei de sua mão, de qualquer mão, porque nesse estado necessitamos urgentemente levantar do chão. Mas como se nao bastasse mão alguma puxar-me, a lembrança de sua ilusória existencia empurrava-me, chutava-me, esfregava minha cara no tapete sujo de vinho e solidão até queimar-me. O calor não era de carinho. Mesmo assim entreguei-me. Deite
i, eu e tudo que é meu. De exaustão adormecemosi. Mas coração em chamas insiste em acordar-me. Sempre.

Hoje, de olhos bem abertos e lábios travados, vou me aguentando, escondo a dor das asas cortadas. Me apoioem Drummond, Pessoa, Sophia...a cor de suas palavras são como mãos a me afagar. Nesse mundo não estou só a amar.

Amanhã costuro as asas. Vou até o topo do prédio, dou-me um tempo para chorar e lanço-me novamente no ar. Sem que seja preciso encontrar-te.

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