sábado, 22 de setembro de 2012

Quase, quase

A arte do poeta nasce quando ele vence a morte.

A morte pode ser tanta coisa,

pode estar em tantos lugares, em tantas pessoas.

Mas os poetas ela não vence,

não facilmente.

Nas entrelinhas das lágrimas está a vitória,

calada e escondida.

Não escrevo poesia.

Minhas palavras chegam perto do choro e do riso,

mas apenas isso, chegam perto.

Sempre lhes falta ar pra alcançar a beleza.

Elas não respiram.

Eu já morri.

E o que sei dos mortos é que não falam,

tambem não escrevem,

e sua palidez é muito silenciosa pra colorir a vida.

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