A lágrima rolou religiosamente na hora do sono.
Entretanto, hoje, e somente hoje, não pude reconhe-la.
Não tinha cheiro nem de rosa nem de tulipa.
Não era azul nem roxa.
Não veio acompanhada do sussurrar de um nome.
Não trouxe os retratos da saudade.
Não me fez suplicar uma mão para me acalmar.
A lágrima rolou. Sem cheiro, sem cor, sem nome.
A dor? Era a mesma de sempre, se não fosse uma coisa.
Cravado a ela e cortando meu rosto vinha um recado.
Um pedacinho de papel preto, escrito com tinta branca.
Palavras se perderam, foram borradas.
Sobrou uma frase e uma assinatura que diziam calmamente:
" [...] não há mais motivos para rolar. Sra. Liberdade"
domingo, 10 de abril de 2011
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